terça-feira, 26 de novembro de 2013

Os Doze dias do Natal


Entre o Natal e a Epifania são 12 dias.
São 12 os meses do ano.
12 Signos do Zodiaco.
2 ciclos de 12 horas em um dia.
12 trabalhos de Hercules.
As 12 Musas.
Os 12 apóstolos.
As 12 tribos de Israel.
Os 12 dias de Natal.
Depois do 12 vem o numero 13... e segundo alguns ele traz azar.
Em alguns países, nos prédios que constroem não existe o 130 andar.
Em alguns países o Natal começa no dia de Santa Luzia (13 de dezembro) e termina em 25 de dezembro:12 dias !

Em outros paises ele começa no dia 25 de dezembro e termina em 6 de janeiro... 12 dias !

terça-feira, 5 de novembro de 2013

PERSONAGENS DO SANATORIO VICENTINHA ARANHA - INES E TONINHO

Em Portugal eles se recordam da história de "Inês de Castro" uma dama da corte portuguesa que teve uma morte trágica. Ela era amante do filho do rei e temendo que um dia ela subisse ao trono os conselheiros do rei a mataram.
Contam que quando o príncipe virou rei, num gesto de vingança ele mandou que a desenterrassem e a coroou rainha. Esta vingança de nada adiantou para Inês... E vem daí a expressão:
“Agora é tarde... a Inês é morta”.

História dramática de um amor que perdura mesmo depois da morte.

Ná aqui em São José dos Campos também temos nossa Inês e sua história também é trágica, porém é as avessas da de Portugal; é na verdade uma história de abandono!
A história é narrada em um livro(1) que ganhei e conta sobre o abandono dos tuberculosos que nos primeiros 50 anos do século XX viveram e morreram em São José dos Campos. Naquela época a cidade era um local que acolhia os doentes desta doença.

Ela devia ser jovem, pois o relato não fala de filhos.
Inês vem para São José dos Campos acompanhando marido que estava tuberculoso. Embora sem nenhum sintoma da doença ela ignora os protestos do Dr. Nelson D Ávila e resolve dividir o quarto com o marido tuberculoso.
Eu fico imaginando os cuidados que ela deve ter tido com o esposo nesse período.
Depois de certo tempo Inês acaba contraindo a doença e seu esposo se cura, porem ele não repete o gesto da abnegada esposa.
Ele inventa uma desculpa e vai embora de São José dos Campos.
Nunca mais voltou.
Inês depois de algum tempo morre, na ala das moças pobres, pois além de abandona-la na cidade o marido não mais pagou sua estadia no hospital!

Muitas histórias de abandono aconteceram  nesse sanatório.
A tuberculose era naquela época uma doença que isolava a pessoa do convívio com a sociedade. Todos se afastavam dela com medo do contágio e isso incluía a própria família.
Essas pessoas vinham para São José dos Campos sem saber se voltariam ou não para suas casas. O clima de São José dos Campos aliado a uma boa alimentação e alguns procedimentos especificos eram a esperança desses doentes. O pai de uma paciente do sanatório escreveu um livro no qual chamava a cidade de “Ilha da Esperança”. Era só o que eles tinham...

 O livro conta também a história de “Toninho”. Um rapaz que foi trazido para se tratar em São José dos Campos pelo pai de uma moça que também estava em tratamento da tuberculosa.
Os pais de Toninho nunca vieram visita-lo. Quem cuidou dele foi a dona da pensão onde ele estava hospedado. Esta era uma situação normal da época. Algumas donas dessas pensões cuidavam dos doentes como se fossem suas mães!  
Toninho não melhora e um dia, quando fica muito mal a dona da pensão liga para o pai do rapaz para avisar do grave estado do filho. O pai somente pede para que ela olhe pelo filho...
Na mesma noite Toninho sucumbe a doença. Novamente a dona da pensão liga para o pai de Toninho avisando que o filho morreu e pergunta se o pai quer vir buscar o corpo para enterra-lo...
Toninho está sepultado em São José dos Campos... Seu pai não veio busca-lo, não veio ver o filho...

Sempre que ando no Parque penso em todos aqueles que sofreram naquele local, mas a partir dessa história dois personagens agora tem um nome... Toninho e Inês!


(1)  -  São José dos Campos – História e Cidade-  Coordenação Geral da Serie por Maria Aparecida Papali e Valéria Zanetti)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Como os homens Descobriram as Frutas ou a Expulsão do Paraiso Tupiniquim

Navegando pela internet encontrei esta preciosidade:



Houve um tempo que os homens não sabiam da existência das frutas. Também não sabiam da existência da mandioca, batata e milho. Alimentavam-se de carne e capim como viam fazer os bichos.

Mas, todas às vezes que o vento soprava em certa direção vinha um aroma delicioso, entendiam que tal perfume só podia vir de coisa saborosa.

No entanto qual fosse essa coisa,ninguém sabia!  
                             
Um dia um caçador capturou um Guabiru, estava próximo de matar o animal quanto veio aquele aroma,o rato percebeu o interesse do homem e atiçou-o:   

— Se você me soltar te levo ao lugar de onde vem este cheiro.                    

Passaram por caminhos desconhecidos e quando chegaram naquele lugar, o pequeno animal disse:        
                                                                            
— Este é o lugar. 
                                                                           
O rato explicou que tinha um roedor que fez seu ninho e não deixava ninguém comer as frutas, preferia perder as frutas do que deixar que os outros as comessem.   
                                                                           
O índio deixou o rato ir embora e o homem voltou para a aldeia. Quando o caçador contou aos familiares que tinha um roedor que fez um ninho no meio das árvores e não deixava ninguém comer as frutas, os índios zangaram-se tanto que decidiram derrubar a árvore. E derrubaram.

O curupira cuidador das plantas viu o que os homens fizeram e disse:

— Todos procederam mal! De agora em diante terão que trabalhar duramente para obter boas coisas.
Antes de ir deitou algumas sementes e foi.

No dia seguinte, os índios encontraram um monte de árvores frutíferas carregadas de frutas. Aprenderam que para obter várias coisas é preciso cuidar delas.

Lenda reescrita por Bernardo Melo e Eduardo Villares

domingo, 22 de setembro de 2013

Gruta de Nossa Senhora de Lourdes




 Ela ainda está lá... discreta mas firme.
Ouvi uma conversa que queriam demolir  porem desistiram, afinal ela faz parte da história religiosa do Brasil.
Quantos romeiros e caminhoneiros por ali pararam a caminho da cidade de Aparecida !


Na década de 60 era uma parada inevitável o “Posto da Gruta”. Romeiros e caminhoneiros que faziam o sentido São Paulo – Aparecida  sempre paravam no “ Posto do Parente” para tomar agua e visitar a “Gruta de Nossa Senhora de Lourdes”.  No caminho procuravam também pelos famosos biscoitos “Jacarey”.

Esta gruta me faz lembrar meu pai, imigrante italiano que assim que chegou no Brasil foi ser motorista de caminhão. Lembro que na volta de algumas viagens ele nos trazia uma lata dos biscoitos “Flor de Jacarehy”. Não era um biscoito que eu gostava muito, mas o tempo e a saudade fazem os biscoitos terem outro sabor.


A gruta está localizada à beira da via Dutra no  km 157  perto do “Bairro Jardim das Industrias” em  São José dos Campos. Agora é conhecida como: GRUTA – LANCHONETE CHURRASCARIA



A devoção no local começou a partir da década de 1950.
A Gruta foi construída pela família “Parente” que moravam  em Jacareí.

Na gruta está afixada uma placa com o nome do escultor : “Teixeira Machado”. 

sábado, 31 de agosto de 2013

SALMO 23 - VERSAO CAIPIRA


" O Sinhô é meu pastô e nada há de me fartá!
Ele me faiz caminá pelos verde capinzá.
Ele tamém me leva pros corgos de água carma.
Inda que eu tenha qui andá nos buraco assombrados, lá pelas encruzinhada do capeta;
não careço tê medo di nada, a  modo di quê,Ele é mais forte que o "coisa ruim".
Ele sempre nos aprepara uma boa bóías na frente di tudo quanto é inimigo.
E é assim que um dia quando a gente tivé mais pra lá do qui prá cá, nóis vai morá no rancho do sinhô pra inté nunca mais se acabá. Ameim!

 PARA COMPARAR AQUI VAI O ORIGINAL

SALMO 23

" O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva me para junto das águas de descanso, refrigera  minha alma. Guia me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo, o teu bordão e o teu cajado me consolam.
Preparas-me uma mesa na presença dos meus inimigos, unges me a cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre. Amem!


Avô Escravo


" O meu vô era escravo.
Minha avó criou meu vô e se casou com ele...
Na senzala era assim: ficavam todos os pretos no mesmo lugar e ai para eles não passarem frio eles faziam uma fogueira no centro e domia um assim abraçado com outro"
Dava dó do meu vô!
Meu vô sempre contava."