sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Como o Coelho e o OVO viraram SIMBOLOS DA PASCÔA

 

Para a Igreja Católica a Pascoa celebra a passagem da morte para a vida.

Para os judeus a Pascoa comemora a libertação da escravidão.

Juntando tudo a Pascoa é uma celebração que comemora e celebra o inicio de uma nova vida.

E como um coelho e ovos de galinha foram aparecer nesta celebração?

E Ovos de Chocolate ?

Existem varias explicações, mas posso lhe dizer que o Coelho, surgiu na nossa tradição porque nos meses de primavera (janeiro, fevereiro e março) o povo europeu via na Lua uma Lebre e faziam uma festa para a “fertilidade da natureza”.  Como fomos colonizados por povos europeus essa tradição chegou até o Brasil, mas ao invés da lebre temos o “Coelho” que se reproduz muito, fértil e fecundo. Assim como deve ser nossa fé.

O ovo é símbolo da origem da vida e entrou nesta celebração porque na Europa as galinhas passavam o inverno sem colocar ovos e só retornavam a por ovos no período que antecedia a Pascoa. Até esta data os poucos que estavam disponíveis eram zelosamente guardados para dar as crianças, idosos e doentes. Quando chegava a época da Pascoa, já havia fartura, as galinhas já estavam colocando ovos normalmente e então os ovos podiam ser distribuídos como presentes. No principio só cozidos. Depois os coloriam com ervas. Depois começaram a enfeitar com desenhos, encher de balas e chocolates.

Na cidade de RODEIO - SC existe uma tradição de colorir ovos com ervas, cascas, anilina. Pintar, colorir, enfeitar, fazer cestas com motivos de Coelho e Galinhas.  No passado as brincadeiras e “guerras” de ovo também faziam parte desta comemoração.

Desde o começo do ano,  as pessoas começam a guardar as casquinhas dos ovos que eles chamam de “SBROCIA”. Elas são lavadas, coloridas e recheadas com balas, amêndoas, amendoins açucarados, chocolate etc...  Uma festa. Na véspera da Pascoa as crianças devem deixar uma cenoura num local onde o “CONICIO”, coelho da pascoa irá passar e deixar ovos para todos.

Esta tradição é popular e tradicional em todo o Vale do Itajaí e ganhou repercussão nacional nos últimos anos com a Osterfest em Pomerode.

 


PARA SABER MAIS UM POUCO:

Você deve saber que a Cultura de um local é formada pela mistura de várias culturas que existiram anteriormente em determinado local e, a essa mistura, damos o nome de: Sincretismo. É quando adquirimos partes da cultura de um povo e a misturamos com a nossa cultura combinando diferentes praticas e crenças que resultam em algo novo e isso acontece de forma natural, orgânica. Acontece em todas as culturas da humanidade quando elas se encontram. A ela vão se unindo novas ideias e acontecimentos para resultar numa nova “Cultura” ou “tradição” que atende a expectativa de um grupo de pessoas.

 Por este motivo podemos dizer que “Minha Cultura Mostra Quem Sou”.

 Esta frase esta escrita no Museu do Folclore Ângela Savastano em São Jose dos Campos, e é:

Uma afirmação poderosa que reflete nossas tradições, costumes, língua, crenças e hábitos. Moldam nossa identidade e nos conecta a um grupo, revelando nossa historia, valores e o modo como vemos o mundo, sendo a cultura a espinha dorsal de quem somos, individualmente e coletivamente, incluindo o folclore, a culinária e as expressões artísticas.”.

 Quando falo desta “cultura” não estou me referindo à cultura em termos de conhecimento de livros, ou estudo e que separa as pessoas. O contrario é verdade, pois esta cultura que falo, ela nos identifica com hábitos e tradições que trazemos dentro de nós e que às vezes nem percebemos, nem damos valor, mas que são importantíssimas e nos faz seres únicos, originais e especiais.

 Os povos antigos acreditavam que os astros como o Sol, a Lua e as Estrelas eram “seres” ou “elementos” que representavam ou estavam a serviço de um Deus.

Assim, no hemisfério norte (ex: Europa), nos períodos de inverno quando a luz do sol quase não aparecia, ficava fraca e durava poucas horas, as pessoas temiam que o “Sol” poderia nunca mais voltar e todos podiam morrer de frio e fome pela falta de sua luz e que isso seria um castigo de um determinado deus.

 Quando percebiam que o Sol retornava, eles faziam grandes celebrações, pois isso significava que a vida retornaria. As flores, cereais, frutos cresceriam novamente e haveria alimento para todos: homens e animais e se sentiam abençoados por este Deus.

Perceberam então que isto ocorria de forma cíclica.

 Assim, desde tempos imemoriais várias culturas celebravam o que hoje chamamos de “Equinócio da Primavera”. O retorno do sol após um período de frio e neve.

Tudo isso que conto ocorria e ocorre na parte Norte do nosso planeta. Aqui no hemisfério Sul tem as mesmas coisas acontecendo porem em épocas diferentes. Ou seja, quando é primavera no Hemisfério Norte, aqui no Hemisfério Sul é o “outono”, quando aqui é inverno lá é verão. E, como essas tradições já existiam a milhares de ano no hemisfério Norte e nós temos uma civilização “ocidental” nós as cultivamos nas mesmas datas que eles, mas com um “olhar” diferente.

 Mesmo na nossa “cultura” brasileira, o Natal é representado por neve e noites frias. Ainda cobrimos nossas arvores de natal com algodão para simbolizar a neve, o frio. Enquanto enfeitamos nossa arvore, vamos derretendo com um calor de 300C a 350. Mais complicado ainda deve ser para o “Papai Noel” que tem de usar aquela roupa de veludo vermelho.

É a Tradição!

 Várias culturas já celebravam há milênios, o que celebramos atualmente como “Pascoa”.

 Os nomes mudavam, mas a “essência de retorno à vida”, fertilidade é a mesma, pois a vida reflorescia, a grama começava a renascer depois de ter sido coberta pela neve.

  Até os dias de hoje existe uma tradição no Norte da Itália de “acordar o pasto”.

 As crianças, acompanhadas de seus familiares, percorrem os pastos da sua região onde o gado é criado. Elas percorrem os pastos fazendo algazarra e levando sinos e campanas barulhentas para acordarem a grama que ficou meses dormindo sob um grande manto de neve.  Lindo não é?

 Em dezembro as culturas pagãs do passado celebravam o retorno do Sol que começava a esquentar a partir daquele mês. Essa celebração se chamava “Sol Invictus”; sol invencível.  A cultura cristã aproveitou a data que eles já celebravam seus deuses para também celebrar e comemorar a vinda de “Jesus Cristo” ou a Vitória de Cristo, nosso sol, contra a morte.

 Jesus então é o nosso Sol, símbolo de fé, força, vida, luz, renovação, nosso alimento. Nosso “Ovo da Pascoa”. Pois o ovo é a origem da vida. E, Assim como uma coelha gera varias ninhadas por ano, assim deve ser a fé Crista: veloz e fértil.

Mas tem mais...

 Assim, pouco a pouca as datas se fundiram e as celebrações de diversas culturas aconteciam no mesmo período e tinham em parte a mesma essência (renovação, vitória, fecundidade, fertilidade) e, os símbolos, acabaram se fundindo também.

Isso aconteceu com as datas do Carnaval, Pascoa, Natal e outras.

 O Coelho da Pascoa – Porque é um símbolo da Pascoa?

 Cada festa, cada ritual tem seus símbolos e isto existe no mundo há milhares de séculos. Os povos antigos também tinham esses símbolos.

 Nesta época em que celebravam a chegada da Primavera os povos do hemisfério Norte, Europa, por exemplo, observavam na Lua um grande desenho de uma “Lebre”! E ela acabou se tornando um aviso, símbolo de alegria, fertilidade e renovação, pois quando a Lebre aparecia na Lua às pessoas sabiam que um período de fartura ia (re)começar.

 As antigas culturas usavam a Lua, o Sol e as Estrelas para se orientarem. O retorno gradativo da luz do Sol no mês de dezembro trazia a esperança de frutos, alimento, abundancia e fertilidade e, isso devia ser comemorado. Era o Deus Sol que renascia e, comemoravam com a chegada do sol os deuses e deusas da fertilidade, agricultura etc.

Então pela observação do Céu, do clima, da duração do Sol e da Lua no céu se faziam as festas.

 Na data que hoje comemoramos nossa Pascoa eles já comemoravam a deusa “Astarte” como símbolo de fecundidade. A festa era comemorada no “1Domingo após a 1ª Lua cheia após o Equinócio da Primavera”. E nós também marcamos nossa comemoração da Pascoa da mesma maneira, e, por a data ser regida pela posição da lua no céu, ela nunca tem um dia certo, ela é móvel e, pode cair num domingo entre o mês de março ou de abril.

 A data da Pascoa até hoje é assim. É regida pelo calendário Lunar e, é a partir desta data da Pascoa, que outras datas também são marcadas; um exemplo? O Carnaval!

 Aqui no Brasil conhecemos mais os coelhos do que as lebres e então, pouco a pouco o Coelho da Pascoa se tornou um dos nossos símbolos. Afinal, os Coelhos são férteis e se multiplicam rapidamente assim como nossa fé deve ser fértil e se multiplicar.

(Aqui no Brasil podemos ver a “lebre” em qualquer época do ano e noite de lua cheia)

 Ovos de Pascoa

De onde vem à tradição dos ovos de chocolate que presenteamos na Pascoa? Coelho não põe ovo e muito menos de chocolate!

 Liliana morava num pequeno vilarejo do Norte da Itália chamado “Feltre” e todas as manhas tinha de tratar os animais. Na época do frio ela saia da cama quentinha, colocava uma botina e ia cuidar dos animais que estavam na estalagem bem próxima a sua casa. Seus pés enterravam até quase a altura dos joelhos na neve. De pouco adiantava as botinas que tinha. Às vezes era melhor ir descalça mesmo... Na volta alguém lhe ofereceria uma bacia com agua quente para fazer um escalda pés. Ela tratava da vaca, das cabras e das galinhas.
Ela reclamava com seu pai do porque não faziam como os outros camponeses que tinham suas vacas e galinhas no andar térreo da sua casa. Afinal, nesta época do ano nem as galinhas nem as vacas produziam muita coisa. “O leite era escasso, praticamente inexistente e as galinhas não colocavam nem um ovo e estavam tão fracas que mal ficavam em pé.”

  “A manha esta muito fria. Mais que o normal e Ítalo não queria sair da cama. Ele fechava os olhos e sonhava com o momento em que ele poderia comer aqueles três ovos que sua mãe estava juntando e guardando como fossem feitos de ouro. O inverno estava tão rigoroso que elas não havido colocado nem um ovo até a semana passada. Quase dois meses sem leite e sem ovos. Nesta semana os ovos começaram a reaparecer e sua mãe os guardava como uma preciosidade. Ficavam ali no caso de uma necessidade. Se ele ou seus nonos ficassem doentes. Se ficasse doente ele teria seu ovo... Mas ele não estava doente. O jeito era esperar mais uns dias quando sua mãe juntasse mais alguns ovos. Então ela os cozinharia com beterraba ou cascas de legumes. Eles ficavam coloridos e eles poderiam comer após terem chegado da Missa de Pascoa. Mas, ele pensava... Será que a Pascoa vai demorar?”

 “Miriam e Iracema rolam na cama porque o calor e o mormaço não as deixam dormir. Estão em Rodeio 50, na casa de sua irmã Ármide, recém-casada com o Tuca. Elas moram no Rodeio 12 e sua mãe as deixou dormir na Ármide porque amanha é dia de Pascoa.
Elas estão ansiosas. Aguardam as surpresas da Ármide.
Ármide sempre foi uma artista, caprichosa! Desde solteira ela aprendeu a fazer galinhas, coelhos, vacas e cestas de papelão para a Pascoa. Ela as colore, recorta, enfeita com algodão. Ela guarda as casquinhas dos ovos (sbrocie) que ela coloriu para no dia da Pascoa esconder no quintal e elas irem procurar. Uma delicia!
Depois sabem que vão para casa para acompanharem sua mãe na missa.
Com certeza vão encontrar seus tios Sílio e Aleixo, irmãos de sua mãe que vão querer fazer a brincadeira do ovo com elas.
Sua mãe já deve ter preparado os ovos cozidos e coloridos com ervas e cascas de cebola. Seus tios colocam os ovos cozidos em pé no canto da cozinha e tentam quebra los usando umas moedas de reis, a famosa pataca. Quem consegue quebrar o ovo com a pataca pode come lo e elas ficam no entorno para recolherem as moedas. Sempre é divertido. “Depois sua mãe com certeza irá servir o almoço para toda a família.”

 No Hemisfério Norte os meses que antecedem a chegada da Primavera são meses de muito frio e neve. Para proteger suas “criações” como vacas, galinhas, cabras e outros animais domésticos, as pessoas os traziam para perto de suas casas e os colocavam em algum lugar mais quente e protegido. Quando enfim, devagarinho o sol retornava, as galinhas eram as primeira a saírem dos seus refugio e recomeçavam a colocar “ovos”. Esses primeiros ovos que as galinhas recomeçavam a colocar entre fevereiro, março e abril eram guardados para dar de “presente” para as pessoas mais frágeis como crianças, idosos e enfermos. No começo só ofereciam o ovo, mas com o tempo começaram a pintar com tintas vegetais como casca de cebolas ervas beterraba etc...

 Com o passar do tempo à tradição de “pintar ovos” se incorporou como um presente da Pascoa. Cada cultura começou a enfeitar o “OVO” de uma forma diferente, umas de forma simples, outras de forma mais elaborada, bonita e/ou divertida porem todas lindas e representando sempre a alegria, a fertilidade.

E o “ovo de chocolate”? Como aconteceu?

O chocolate só chegou à Europa depois de 1.500 após o descobrimento das Américas e para os índios era uma bebida ritualística, amarga e refrescante. Os espanhóis foram os primeiros europeus a provarem essa mistura e acrescentaram mel para conseguirem beber.

Foi somente em 1873 que se misturou ao cacau, leite e açúcar, moldando o na forma de um ovo e assim surgiu o Ovo de Chocolate que foi incorporado a nossa Pascoa com o passar do tempo.

 Com o passar do tempo àquilo que era um alimento caro, consumido somente pela elite começou a ser consumido por todas as idades, mas principalmente por crianças.

Assim, a origem do ovo na Pascoa tem a ver com as galinhas que restabelecem a abundancia naquele período. Então: Ovos e Galinhas foram incorporados aos símbolos da Pascoa. E o Coelho, bem o coelho é a lebre da época de “Astarte”. Esta lá em cima, na lua, olhando para nós. Claro que ele some de lá e vem distribuir os ovos de chocolate para as crianças aqui na Terra.

 Conhecendo as historias da humanidade podemos ver que para recebermos nossa cesta de chocolate toda enfeitada e cheia de ovos de pascoa, a humanidade caminhou milênios.

Claro que se formos falar sobre a celebração e tradições da Pascoa Cristã teremos outras historia, todas ricas, emocionantes e lindas.

Lá no começo do texto eu falei em “sincretismo”. E foi isto que aconteceu aqui conosco e principalmente quem é cristão.

Os povos pagãos já comemoravam estas datas marcadas pelo sol e lua. Com a chegada do Cristo as pessoas queriam celebrar estas novas datas, mas como comemorar estas datas quando a maioria dos povos comemoravam outras coisas?

Eles então perceberam que podiam aproveitar estes períodos de festas pagas e comemorarem as suas festas agora em honra a “Cristo” e assim aproveitavam esses dias de “feriado pagão” e comemoravam acontecimentos da vida de Cristo. Enquanto os pagãos faziam suas festas e comemoravam seus deuses os Cristãos comemoravam as datas importantes da vida de Cristo. É a fatos parecidos com este que se chamamos de “sincretismo”.



dorisbonini@gmail.com

 

 

sexta-feira, 2 de maio de 2025

A Feira da Sexta Feira Pulsa e me Embriaga

Para  mim, as Sextas- Feiras de São José dos Campos tem cheiro de laranja, ponkan, maracujá e morango. Tem também cheiro de peixe e verduras frescas. Tem gosto de pastel e cheiro de pamonha, goiabas e mel.  A cada passo que dou, sinto um cheiro diferente. Um som diferente. Uma oferta diferente. Às vezes ouço um violeiro, noutra hora um sanfoneiro, gaiteiro, pandeiro, palhaço, trovador e tem também a época da politica. Tem o martelar do moço que conserta as panelas, o zunido do afiador de facas.  Isto tudo sem falar dos amigos e conhecidos que revejo e o constante “bom dia freguesa”, “Atemóóóia fresquinha”, “Mandioca macia”, que vou recebendo dos feirantes. São os feirantes que vez ou outra anunciam seu produto. Não muito alto, mas o bastante para os que estão próximo ouvirem. Tem também a parte de fisioterapia da feira: o exercício de andar devagar e rápido e imediatamente desviar da “Senhorinha” bem idosa com seu carrinho que calmamente vai andando e parando em cada barraca. E em numero bem maior, tem os apressados que abruptamente param no meio da feira. Você tem de ser rápida e brecar. E param assim mesmo, de repente, sem avisar, tudo isso porque viu um amigo ou conhecido que há tempos não via e quer dar um dedo de prosa com ele. Uma prosa rapidinha, mas se a prosa demorar então você acha ótima a ideia de ir em busca de uma mesa de plástico e comer um pastel, uma pamonha, um caldo de calda ou tempurá... Delicias da Feira!
A feira da sexta feira em Sanja “Pulsa”, me Embriaga e me deixa feliz.
Ultimamente tenho evitado a feira porque, se vou lá para comprar um ou dois itens que me faltam, acabo saindo com umas 12 sacolas. Só saio com 12 delas se me contenho, caso contrario sairia com muitas mais. Hoje só fomos comprar ovo. Não deu outra. Voltamos eu e Sergio com as mãos parecendo um cabide de tantas sacolas.  
 

domingo, 20 de abril de 2025

Feliz Pascoa / Porque Coelhos e Ovos? Você Sabe?


 

Você já deve saber que a Cultura de um local é o “sincretismo” de várias culturas que existiram anteriormente. Sincretismo é combinação de diferentes praticas e crenças que resultam em algo novo. 

Isso acontece em todas as culturas da humanidade. Ela vai se unindo a novas ideias e acontecimentos para resultar numa nova “Cultura” ou “tradição” que atende a expectativa de um grupo de pessoas.

Os povos antigos acreditavam que os astros eram “seres” ou “elementos” que representavam ou estavam a serviço de um Deus. Assim, nos períodos de inverno quando o sol quase não aparecia no hemisfério Norte, as pessoas temiam que o “Sol” poderia nunca mais voltar e todos podiam morrer de frio e fome pela falta do Sol.

Quando percebiam que o Sol retornava, eles faziam grandes celebrações, pois isso significava que a vida retornaria. As flores, cereais, frutos cresceriam novamente. Com o passar dos anos eles constataram que isso ocorria em ciclos e viram que conforme a posição das estrelas esse ciclo estava chegando.

Assim, desde tempos imemoriais várias culturas celebravam o que hoje chamamos de “Equinócio da Primavera”. O retorno do sol após um período de frio e neve.

Tudo isso que conto ocorria e ocorre na parte Norte do nosso planeta. Aqui na parte Sul temos as mesmas coisas acontecendo porem em épocas diferentes. Ou seja, quando é primavera no Hemisfério Norte, aqui no Hemisfério Sul é o “outono”. E, como essas tradições já existiam a milhares de ano no hemisfério Norte nos as cultivamos nas mesmas datas que eles.

Várias culturas já celebravam há milênios o que celebramos atualmente com “Pascoa”. Os nomes mudavam, mas a “essência de retorno à vida” é a mesma.  As culturas pagas celebravam o retorno do Sol e a cultura crista aproveitou essa data que eles celebravam para também celebrar e comemorar a vinda de “Jesus Cristo” ou a Vitória de Cristo, nosso sol, contra a morte.

Jesus então é o nosso Sol, símbolo de fé, força, vida, luz, renovação.  

Como as datas se fundiram e as celebrações aconteciam no mesmo período e tem em parte a mesma essência (renovação, vitória) os símbolos acabaram se fundindo também.

As antigas culturas usavam a Lua para se orientarem e comemoravam com a chegada do sol os deuses e deusas da fertilidade, agricultura etc.

Então pela observação do Céu, do clima, da duração do Sol e da Lua no céu se faziam as festas. As festa eram comemoradas “x” dias após o Equinócio da Primavera. Assim também a nossa Pascoa é comemorada no “1o Domingo após a 1ª Lua cheia após o Equinócio da Primavera, e é por esse motivo que ela é móvel e pode cair em março ou até abril”.

Assim como até hoje procuramos por símbolos para representar nossas festas os antigos também os procuravam.

Nesta época em que celebravam a chegada da Primavera os povos do hemisfério Norte viam desenhado na Lua uma grande “Lebre”. E este,  acabou se tornando um dos símbolo de alegria, fertilidade e renovação. Como aqui no nosso Hemisfério Sul conhecemos mais os “coelhos” do que as “lebres” foram eles, os Coelhos, usados para simbolizar a Pascoa ao invés da lebre.  

E os “Ovos”?

De onde vem essa tradição de ovos de chocolate que presenteamos na Pascoa?

Coelho não põe ovo e muito menos de chocolate!

No Hemisfério Norte os meses que antecedem a chegada da Primavera são meses de muito frio e neve. Para proteger suas “criações” como vacas, galinhas, cabras e outros animais domésticos, as pessoas os traziam para perto de suas casas e os colocavam em algum lugar mais quente e protegido. Quando enfim, devagarinho o sol retornava, as galinhas eram as primeira a saírem dos seus refugio e recomeçavam a colocar “ovos”. Esses primeiros ovos que as galinhas recomeçavam a colocar entre fevereiro, março e abril eram guardados para dar de “presente” para as pessoas mais frágeis como crianças, idosos e enfermos. No começo só ofereciam o ovos, depois começaram a pintar com tintas vegetais como casca de cebolas erva beterraba.  Com o passar do tempo à tradição de “pintar ovos” se incorporou como um presente da Pascoa. Cada cultura enfeitou o “OVO” de uma forma diferente, mas todas lindas e representando sempre a alegria, a fertilidade.

O chocolate só chegou à Europa depois de 1.500 após o descobrimento das Américas e para os índios era uma bebida ritualística, amarga e refrescante. Os espanhóis foram os primeiros europeus a provarem essa mistura e acrescentaram mel para conseguirem beber.

Foi somente em 1879 que um Suíço misturou ao cacau, leite e açúcar, e assim surgiu o nosso CHOCOLATE. O Chocolate representa o mundo, pois temos o Cacau e o Açúcar das Américas, o Leite e o Coelho do Hemisfério Norte.

 Com o passar do tempo àquilo que era um alimento caro, consumido somente pela elite começou a ser consumido por todas as idades, mas principalmente por crianças.

Conhecendo as historias da humanidade podemos ver que para recebermos nossa cesta de chocolate toda enfeitada e cheia de ovos de pascoa, a humanidade caminhou milênios.

Claro que se formos falar sobre a celebração e tradições da Pascoa Cristã teremos outra historia, rica, vitoriosa, mas eu sei que voce sabe e será um texto para  outro dia !

Uma Feliz e Abençoada Pascoa, para voce e toda familia.



quarta-feira, 5 de junho de 2024

domingo, 16 de maio de 2021

N.Sra APARECIDA e N.Sra de LUJAN

 

"O barro de que foram feitas as duas imagens e as mãos que as confeccionaram são as mesmas. Por isso podemos dizer que Nossa Senhora de Luján e Nossa Senhora Aparecida são brasileiras", afirma à BBC News Brasil o pesquisador José Luís Lira, fundador da Academia Brasileira de Hagiologia.
 

Nossa Senhora de Aparecida
Nossa Sra Aparecida
Padroeira do Brasil 
Nossa Senhora de Lujan
Nossa Sra de Lujan
Padroeira da Argentina




No dia 16 de maio de 1978 aconteceu um atentado que repercutiu em todo o Brasil com a imagem de Nossa Senhora Aparecida que é a Padroeira do Brasil.

Hoje o Santuário de Aparecida esta lindo. Local de devoção, peregrinação e fé.

Apesar de muito venerada no nosso país poucos conhecem sua historia e qual foi o caminho que Nossa Senhora Aparecida percorreu para que a escolhêssemos (ou ela escolheu) para ser nossa padroeira.

Um detalhe interessante e que poucos sabem é a provável ligação que existe entre a Nossa Senhora de Aparecida – Padroeira do Brasil com Nossa Senhora de Lujan – Padroeira da Argentina.  

No fim do texto deixarei o link da reportagem feita pela BBC News sobre a possível associação entre as duas.  A leitura é muito interessante e também estará descrita no final do texto.

Gostaria somente de lembrar a todos que as duas imagens estão atualmente envoltas em um manto que escondem parte da imagem original. A imagem de Nossa Senhora de Lujan esta coberta por uma camada de prata porque o barro da qual foi feita começou a se desintegrar alem do manto e Nossa Senhora de Aparecida recebeu da Princesa Isabel um manto e uma coroa e são dessa forma que as vemos atualmente.

Acima as imagens que consegui na internet mostrando as duas em sua forma original.

Elas são parecidas, mas não são iguais.

Espero que gostem da informação.

LINK : https://www.bbc.com/portuguese/geral-54475483

REPORTAGEM DA BBC NEWS 

Nossa Senhora Aparecida: A imagem da santa venerada pelos argentinos que pode ser de origem brasileira

Edison Veiga  -  De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil  -  11 outubro 2020

Quando visitou o Brasil, em julho de 2013, na primeira viagem internacional de seu pontificado, papa Francisco afirmou que a velha rivalidade com os "hermanos" havia sido resolvida. "Já está totalmente superada, porque negociamos bem: o papa é argentino e Deus é brasileiro", afirmou ele, bem-humorado.

Se Francisco incluiu a Catedral Basílica Santuário Nacional de Aparecida, no Vale do Paraíba, em seu roteiro naquela viagem, é provável que tenha lhe ocorrido que celebrar a padroeira do Brasil também era uma maneira de se referir indiretamente à padroeira de sua terra natal, a Virgem de Luján — ou Nossa Senhora de Luján. Isso porque uma teoria já bastante aceita entre religiosos e estudiosos de arte sacra faz crer que ambas as imagens são irmãs: feitas na mesma época e com o mesmo tipo de matéria-prima, há indícios que seriam obras do mesmo artista — no caso o monge beneditino Agostinho de Jesus (1600-1661).

"O barro de que foram feitas as duas imagens e as mãos que as confeccionaram são as mesmas. Por isso podemos dizer que Nossa Senhora de Luján e Nossa Senhora Aparecida são brasileiras", afirma à BBC News Brasil o pesquisador José Luís Lira, fundador da Academia Brasileira de Hagiologia.

BAs imagens sacras em questão são as peças originais de Nossa Senhora da Conceição — a representação de Maria, mãe de Cristo, grávida de Cristo — que inspiraram a devoção popular nos dois países. No caso brasileiro, a Nossa Senhora negra encontrada pelos pescadores no rio Paraíba do Sul em 1717 e que hoje segue atraindo milhões de católicos ao santuário erguido em sua honra na cidade de Aparecida. Já a versão argentina chegou à região de Luján em 1630 — e por causa dela ali foi erguido e reúne fiéis no Santuário e Basílica Nossa Senhora de Luján.

No livro Ela É Minha Mãe! - Encontros do Papa Francisco com Maria, o padre Alexandre Awi Mello, secretário do Dicastério para os Leigos, Família e Vida — órgão do Vaticano —, conta um pouco dessa história. "Ambos os povos estão unidos também no coração e na imagem de Maria Imaculada. E união, de fato, é o que começou a acontecer em torno da pequena imagem de Luján", escreve ele.

"Diga-se de passagem que, sendo brasileiro, ao escutar sobre a imagem de Nossa Senhora de Luján, eu não pude deixar de associá-la à de Nossa Senhora Aparecida. Ambas representam a Imaculada Conceição, têm praticamente o mesmo tamanho e foram confeccionadas na mesma região e com o mesmo material", afirma, no livro. "Alguns estudos têm procurado demonstrar o 'parentesco' das duas imagens que captaram a devoção mariana de milhões de fiéis, vizinhos e irmanados por obra da Providência até mesmo em suas padroeiras nacionais. É mais uma confirmação de que Maria une os povos."

Em conversa com a reportagem, por e-mail, Mello demonstra cautela. "Daquilo que entendi nas pesquisas que fiz naquela ocasião [para a produção do livro], não há um consenso entre os especialistas, mas é possível que ambas imagens tenham sido feitas na mesma região", diz o padre. "Feitas no Brasil, visto que a imagem de Luján, segundo os relatos, foi enviada do Brasil para a Argentina." O secretário do Vaticano conta que na residência de Francisco há uma imagem da Virgem de Luján e "nos jardins vaticanos estão presentes as duas imagens, junto a várias outras de diferentes regiões do mundo".

A história

O livro de Mello traz um resumo de como essa imagem de Nossa Senhora teria chegado à Argentina. Tratou-se de encomenda (e isso é considerado comprovado entre pesquisadores) de um fazendeiro português chamado Antonio Frias Sáa, cuja propriedade ficava em Sumampa, hoje Província de Santiago Del Estero. Era 1630.

 

"[Ele] pediu a um de seus compatriotas, que morava no Brasil, que lhe enviasse uma imagem de Nossa Senhora para colocar na capela de sua fazenda. Seu amigo lhe enviou, então, duas imagens feitas na região de São Paulo, uma da Imaculada Conceição e outra de Maria com o menino Jesus nos braços. Em maio daquele ano, as imagens chegaram ao porto de Buenos Aires, foram acomodadas cada uma em uma caixa e transportadas por uma carreta rumo ao destinatário", relata o padre.

"Três dias depois de iniciado o caminho, o comboio fez uma parada a cinco léguas da atual cidade de Luján (aproximadamente 24 km), na altura de uma localidade chamada Zelaya, no atual município de Pilar, para pernoitar na Estância de Rosendo de Trigueros", prossegue. "Conta a história, para alguns considerada lenda, que no dia seguinte, na hora de partir, os bois não conseguiam mover a carreta. Depois de várias tentativas frustradas, removeram um dos caixotes da carreta e os bois começaram a andar sem dificuldade. Intrigados, descobriram que dentro do caixote estava a pequena imagem da Imaculada Conceição, de 38 cm de altura, feita de barro cozido. O fato foi interpretado providencialmente e a imagem deixada na fazenda, dando início assim ao culto daquela que viria a ser chamada de Virgem de Luján."

Em entrevista à BBC News Brasil, a historiadora Zenilda Cunha, membro da Associação dos Guias do Circuito Turístico Religioso e que realizou monitorias no Santuário de Aparecida por 13 anos, afirma que "há uma relação entre as imagens" e que certamente a imagem de Luján "é brasileira" e ambas foram confeccionadas com o mesmo material.

"As fontes historiográficas sobre a viagem da Santa argentina são unânimes em dizer que é uma encomenda feita ao Brasil", confirma à reportagem o padre Rodrigo Vilela, professor da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Se a devoção à santa argentina começou ainda no século 17, contudo, a hoje padroeira do Brasil só seria encontrada por pescadores nas águas do Rio Paraíba do Sul em 1717. A hipótese de que a imagem teria ficado submersa por décadas, inclusive, é uma das possíveis explicações para o fato de a versão brasileira ser mais escura do que a venerada na Argentina.

"Quem vê uma imagem percebe a semelhança com a outra. Isso aconteceu comigo. A grande questão é que uma ficou escura por passar — se contarmos a data em que a imagem de Nossa Senhora de chegou a Luján e a encontrada em Aparecida, daria 87 anos — décadas submersa e ter adquirido a tonalidade barrenta da água do rio Paraíba do Sul. Inicialmente o que as diferenciaria seria isso", acredita Lira.

Oficialmente, Nossa Senhora Aparecida tornou-se padroeira do Brasil em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio 11 (1857-1939). Já o feriado de 12 de outubro foi instituído bem mais tarde: a lei, sancionada pelo presidente João Figueiredo (1918-1999), é de 30 de junho de 1980.

Foi o mesmo papa Pio 11 — e no mesmo ano de 1930 — que reconheceu o patronato da Virgem de Luján. Durante as comemorações dos 300 anos da chegada da imagem às terras argentinas, ela se tornou, pela Igreja, não só padroeira da Argentina — como já era informalmente tratada — como ainda das vizinhas repúblicas do Uruguai e do Paraguai. A santa ainda foi reconhecida oficialmente como padroeira das estradas argentinas (em 1944), da Polícia Federal Argentina (1946) e das ferrovias do país (1948).

A autoria

As imagens não são assinadas, mas a partir de diversas análises realizadas hoje acredita-se que ao menos a de Nossa Senhora Aparecida seja obra do monge beneditino Agostinho de Jesus (1660-1661), considerado o primeiro escultor nascido no Brasil — segundo a Enciclopédia Itaú Cultural, "o primeiro artista plástico nascido no Brasil". Carioca, ele viveu um tempo no mosteiro beneditino de Salvador. Ali teria aprendido o ofício com um homônimo português, o também monge Agostinho da Piedade (1580-1661) — conforme conta, em artigo, o monge beneditino João Baptista Barbosa Neto.

Mas se o mestre usava terracota baiana como sua matéria-prima, o aprendiz, quando se mudou para um antigo convento de sua ordem que existia em Santana de Parnaíba, passou a utilizar a argila paulista. A diferença da matéria-prima foi peça-chave para pesquisadores contemporâneos atestarem a autoria. "Pode haver alguma divergência isolada, mas, pelas características, o consenso é de que o autor da imagem é frei Agostinho de Jesus", pontua o pesquisador Lira.

"Ao estudar a imagem, percebeu-se que ela era feita de barro cinza claro cozido, um barro paulista, diferente do barro da Bahia, de Pernambuco, de grandes canteiros que esculpiam em terracota naquele período", afirma a historiadora Cunha. A análise definitiva foi realizada após o maio de 1978, quando a imagem de Aparecida foi quebrada em uma tentativa de roubo — durante o restauro, o material foi amplamente estudado.

Mas e a Virgem de Luján? "A imagem tem todas as características das feitas por frei Agostinho de Jesus. Em 1630, ele vivia no Estado de São Paulo, com uns 30 anos de idade. As características das imagens feitas por ele são rapidamente identificáveis: forma sorridente dos lábios, queixo encravado, flores em relevo no cabelo, porte empinado para trás, entre outras", enumera Lira. "Altura e peso das imagens expostas em Aparecida e Luján são praticamente iguais. Hoje fica difícil saber o peso exato de Nossa Senhora de Luján por conta da placa de bronze que a envolve, mas, a altura é praticamente a mesma de Nossa Senhora Aparecida que tem 36 centímetros de altura e pesa 2,50 kg."

"Portanto, eu acredito que as imagens de Nossa Senhora de Luján e Nossa Senhora Aparecida são as mesmas", crava ele. "O autor, indiscutivelmente é o mesmo. O título, o mesmo, e a imagem nos unem nessa devoção mariana. Sempre que vou à Argentina, tenho que passar em Luján como quando vou a São Paulo gosto de ir a Aparecida."

 

Padre Vilela, por sua vez, prefere acreditar que ambas as imagens são oriundas de uma mesma escola, não necessariamente do mesmo autor. "Já foi tentado fazer essa ligação, mas se for tomada como referência a produção do frei Agostinho de Jesus, a imagem argentina [considerando quando foi encontrada a versão de Aparecida] é cronologicamente anterior e, quanto ao estilo, mais rústica, de acordo com especialistas em história da arte colonial", afirma. "Pelo menos uma geração anterior."

Pesquisador de direito canônico, arte sacra e história da arte, padre José Fernandes Lucena, que já atuou na Argentina, defende a tese de que ambas as imagens foram feitas, no mínimo, no mesmo ateliê. "A de Nossa Senhora Aparecida é quase certa que foi feita pelo frei Agostinho de Jesus. Pelos traços, a de Luján ou também é dele ou de algum discípulo. Ambas são de barro paulista. Se não foi ele, foi algum discípulo. Saíram da mesma oficina", afirma ele, à BBC News Brasil.

O hagiólogo Lira acredita que ainda levará um tempo para que essa teoria ganhe o consenso. "A devoção argentina se iniciou cerca de 87 anos antes e isto a faria mais antiga. Também a descoberta das semelhanças das imagens é algo recente, digamos assim", pondera. "Lembro-me de que na transmissão de uma rede de televisão da visita do papa Francisco a Aparecida, dom Darci José Nicioli, então bispo auxiliar de Aparecida, se dizia admirado com a informação de que as imagens eram as mesmas. Imaginemos os fiéis. Penso que mesmo na academia o assunto ainda seja novo. Eu comecei essas especulações em 2012 quando iniciei meus estudos de mestrado e de doutorado naquelas terras argentinas e de logo, ao chegar a Luján, me senti acolhido pela padroeira de minha nação, Nossa Senhora, a mesma Aparecida."

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

DIA DE SANTA LUZIA



Santa Luzia a Portadora da Luz Anunciando o Nascimento do Menino Jesus!
Eu não sei se você teve uma infância “MÁGICA” mas se teve a  hora é essa!
Hora de preparar o pratinho com cenoura e capim para o cavalinho de Santa Luzia! Se quiser prepare também uma xicara de café pois dizem que Santa Luzia gosta !
A vida é dividida em ciclos e oficialmente esta noite entramos no ciclo do Natal.
Luzia como o próprio nome diz é a portadora da “luz” e protetora dos olhos que são as janelas da alma.  11 dias depois do dia de Santa Luzia é a noite de Natal... a chegada da Luz no Mundo.
Não é a toa que em alguns países as meninas colocam uma coroa com velas na cabeça e entoam cânticos da Chegada do Natal !
Na tradição brasileira o versinho é assim:
“Santa Luzia passou por aqui, Com seu Cavalinho comendo capim”
No norte da Itália e no Brasil em algumas cidades de colonização italiana se fala assim!”
“Santa Luzia  Mamma Mia
Porta roba a casa mia,
Se la mamma no ´l ghe met
Resta vuot el scudelet
E la borsa del papá
Piena piena venerá.”

domingo, 10 de março de 2019

Um Império do Divino no Tempo que Saint Hilaire esteve no Brasil

Império do Divino - São Luis do Paraitinga - SP - 2017
No tempo do Brasil colônia o atual bairro da zona norte do Rio de Janeiro "INHAUMA"  era um  importante local de passagem para todos aqueles que saiam do Rio com destino as outras cidades do Brasile e interior. 
Saint Hilaire o famoso botanico e naturalista que realizou  pesquisas e explorações no Brasil Colonia  nos descreve como era o local onde se comemoravam a Festa do Divino.  (1816 a 1822)

" Ao lado da Igreja avista-se uma dessas casinholas chamadas Casas do Imperador. 
Servem para as festas de Pentecostes.
Esta, segundo o hábito, é quadrada, baixa constando de dois quartos. O do fundo fechado e muito pequeno, o outro aberto na frente e dos lados. 
Neste local recebe o "imperador" o cortêjo e ali se vendem, em leilão, os objetos oferados pelos devotos ao Espirito Santo. "

Para saber mais sobre a Festa do Divino
: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/cultura-brasileira/festa-do-divino-comemoracao-tem-sete-seculos-de-existencia.htm

Segunda viagem a São Paulo e Quadro Histórico da Provincia de São Paulo. (Tradução de Afonso de E. Taunay)
Biblioteca Histórica Paulista - VI Volume pagina 13 e 14. 
Livraria Martins Editôra S.A -